Para substituir a bateria, a reposição deve igualar ou superar quatro valores da atual: capacidade (Ah), arranque (CCA), tecnologia e medidas. Regra de ouro: pode subir de convencional para EFB ou AGM, mas nunca descer de AGM para uma inferior.

Copie os dados da bateria atual

Antes de comprar a reposição, veja a etiqueta da bateria que tem e anote:

Capacidade (Ah)

A energia que armazena, ex. 70 Ah.

Arranque (A/EN)

A corrente de arranque a frio, ex. 640 A.

Tecnologia

Se disser «AGM» ou «EFB», copie tal e qual.

Medidas e bornes

Comprimento × largura × altura e o lado do polo positivo.

A regra de ouro: igualar ou melhorar, nunca descer

Convencional → EFB → AGM: pode subir de tecnologia, nunca descer. Se o carro veio com AGM, monte AGM; uma tecnologia inferior causa falhas, avisos no painel e vida muito curta. O porquê, em EFB, AGM ou convencional.

Pode subir um pouco a capacidade (Ah) com critério para ganhar margem, mantendo medidas e tecnologia. Os limites, em o que acontece se colocar mais amperes.

Como encontrar a bateria equivalente

Muitas baterias têm um código ETN (5 dígitos) ou o código europeu da caixa (L1, L2, L3…): duas baterias com as mesmas medidas e prestações são equivalentes ainda que mude a marca.

De quanto em quanto se troca a bateria do carro?

Em média, a cada 4-6 anos. Na cidade com muitos arranques, trajetos curtos ou clima frio, pode ser antes. Se o carro arranca com dificuldade, as luzes perdem força ao ralenti ou o Start-Stop deixa de ativar, é altura de a trocar mesmo que ainda não o tenha deixado em pane.

Posso trocar a bateria eu mesmo?

Em carros simples, sim: com o motor desligado, desligue primeiro o borne negativo e depois o positivo, troque a bateria e ligue pela ordem inversa (positivo antes, negativo por último). Aperte bem e fixe a bateria.

Atenção nos carros modernos: muitos com Start-Stop têm um sensor inteligente e a bateria nova tem de ser registada/codificada com máquina de diagnóstico. Além disso, ao desligar pode perder o código do rádio e ajustes; use um mantenedor de memória ou tenha os códigos à mão. Na dúvida, uma oficina.

Vale a pena melhorar de tecnologia ou de marca?

Subir de EFB para AGM vale a pena se faz muitos arranques ou tem muito consumo elétrico: ganha ciclos e vida. Sobre a marca da reposição, comparamos em qual a melhor marca de bateria; em dúvida sobre qual encaixa, veja qual é a melhor bateria para o seu carro.

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Perguntas frequentes

Posso pôr uma bateria diferente da de fábrica?

Sim, desde que iguale ou supere os seus valores (Ah, CCA, tecnologia) e encaixe em medidas e bornes. Pode melhorar a tecnologia, nunca piorá-la.

De quanto em quanto se troca a bateria do carro?

Em média a cada 4-6 anos. O frio, os trajetos curtos e o Start-Stop encurtam-na; a partir do quarto ano convém revê-la.

É preciso registar ou programar a bateria nova?

Em muitos carros com Start-Stop e sensor inteligente (IBS), sim: tem de ser registada com máquina de diagnóstico para a gestão de carga a tratar como nova. Sem isso, dura menos.

Posso trocar a bateria eu mesmo?

Em carros simples sim, desligando primeiro o negativo. Em carros modernos, cuidado com o registo da bateria e com perder o código do rádio: use um mantenedor de memória ou vá a uma oficina.

Há equivalência entre marcas?

Sim: cada modelo tem equivalentes de outras marcas com as mesmas especificações. Procure por referência no índice de referências.

Posso aproveitar para pôr mais amperes?

Um pouco mais de Ah é válido e dá margem, mantendo medidas e tecnologia; consulte os limites aqui.